Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006
Entrevista com Manuel Luís Goucha (edição de Outubro)

Como é que se caracteriza o Manuel Luís Goucha? Que virtudes e que defeitos?

 No trabalho procuro ser, acima de tudo um bom profissional.

 Talvez que a teimosia seja a minha maior qualidade, porque a entendo como braço armado da preserverança. Mal aplicada poder-se-á transformar num defeito. Mas estou atento.

 O apresentador que vemos na televisão é muito extrovertido. E fora dos ecrãs é igual? É sempre assim tão divertido e extrovertido?

 Fora dos ecrãs serei, talvez, mais tranquilo e reservado. Gosto desse outro lado, que é quando me encontro com os livros, com a música, com os sonhos...

 Após tantos anos a aparecer de forma ininterrupta, todas as manhãs na televisão, ainda sente o mesmo entusiasmo do início?

 Mes esse é o segredo para tanto tempo de programas de manhã. Manter o empenho e entusiasmo como se fosse sempre o primeiro programa!

 Como é que se prepara antes do começo de cada programa diário “Você na TV”?

 A preparação é feita na véspera em casa, lendo a documentação recolhida pela produção, consultando o meu próprio centro de documentação, a Internet ou a minha biblioteca.

 Tem de conciliar o trabalho de apresentador com a gestão dos seus restaurantes. Isso é fácil ou é uma dor de cabeça para si?

 Tenho quem cuide da gestão dos restaurantes (um outro sócio). Agora tenho é de conciliar o trabalho de apresentador com a feitura dos doces para os restaurantes. E isso é fácil com uma planificação criteriosa do tempo. Sou irritantemente organizado.

 Como é que é o seu dia-a-dia? Passa o dia a correr de um lado para o outro?

 Acordo às seis e saio de casa às sete. Às oito há uma reunião de trabalho com a equipa do programa, para avaliarmos alguma dificuldade que possa existir no alinhamento do programa. Este começa por volta das 10 horas e vai até às 13, hora a que temos outra reunião para se fazer o balanço do programa e falarmos do dia seguinte. Às 14 horas saio da TVI e regresso a casa. Os doces vão-me ocupar cerca de duas horas e outro tanto, pelo menos, fica por conta da preparação do programa. Ainda consigo tirar uma meia hora para brincar no jardim com os meus cães. Resta algum tempo para ler e ver algo na televisão, porque não um DVD? Às 22 horas estou a dormir.

 Para além dos doces, confecciona outro tipo de pratos para os seus restaurantes?

 Faço apenas doces, que foi a minha área, para os restaurantes. E continuo a ter o enorme prazer de criar ou recriar doces. Aliás, em breve, voltarei aos livros de receitas, com um conjunto de doces.

 Qual é a região portuguesa que tem a gastronomia da sua preferência?

 O Alentejo.

 Por algum motivo especial?

 Por ter uma cozinha imaginosa e perfumada através do sábio uso do que a terra dá.

 Qual é para si a ementa ideal?

 A ementa ideal é aquela que é pensada com ternura e autenticidade. É como a vida!

 Afirmou há algum tempo atrás, numa entrevista, que pretende enveredar por uma carreira política. Mantêm essa pretensão? Quando e como é que pensa envolver-se na política?

 O ideal seria daqui a sete anos. Para já há outros projectos: abrir um grande restaurante em S. Pedro de Sintra em finais de Novembro. Este sim é o meu grande investimento. Comprámos um edifício que foi deitado a baixo, apenas se conservaram as fachadas, dado que se trata de um edifício patrimoniado. No andar de cima vou inaugurar um bar com música ao vivo. No mesmo largo de São Pedro de Sintra, vou também abrir uma mercearia gourmet.

 Gostaria de dentro de dois anos me dedicar ainda mais a estes negócios. Vou voltar aos livros de receitas, tal como lhe disse, quero também ter uma revista mensal de culinária. E ainda há mais projectos. Ser presidente de câmara seria um desafio muito interessante e que encaro com seriedade para um futuro a médio ou a longo prazo. Para mim seria tentar pôr na prática aquilo que defendo para uma comunidade moderna, atenta e solidária. A ver vamos.

 A Câmara Municipal de Sintra continua a ser o seu objectivo? Porquê esta autarquia?

 É no concelho de Sintra que vivo. Um concelho rico em história e tradições, sem esquecer o património social. As pessoas que fazem e vivem o concelho. De entre elas, crianças e velhos (gosto da palavra por encerrar sabedoria) que há que apoiar e estimar. São os mais desprotegidos em todo o país.



publicado por jornalpretonobranco às 17:24
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 10 de Setembro de 2006
Preto no Branco - Um jornal em crescimento

O Jornal “Preto no Branco” foi criado em meados de Novembro do ano de 2004 por quatro amigos, sendo que a primeira edição foi publicada a oito de Janeiro de 2005.

 Gil Alves, Carlos Santos, Paulo Costa e Filipe Rebelo foram os mentores deste projecto, que tem estado em constante crescimento. Entretanto, uma conjugação de diversos factores levou a que Carlos Santos, Paulo Costa e Filipe Rebelo abandonassem as suas actividades no jornal, entrando depois, em Junho de 2005, Carlos Cacho, que se manteve em actividade no jornal até Outubro do mesmo ano.

 Após o abandono deste último, entrou no mês seguinte Rui Pedro Seixas, antigo colega de trabalho no jornal “Diário as Beiras” do actual director do “Preto no Branco”, Gil Alves, que ocupa este cargo desde Junho de 2005.

Esta publicação mensal, destinada a sócios / assinantes,  inicialmente apenas tinha distribuição  no concelho de Soure. Mais tarde, a partir de Novembro de 2005, passou também a abranger  os concelhos de Montemor-o-Velho, Condeixa-a-Nova e Coimbra.

 A nível de conteúdo, a grande preocupação deste jornal tem-se pautado pela isenção na abordagem de diversos temas. Para além da divulgação de vários problemas sociais existentes na zona, bem como das diversas colectividades, instituições e entidades locais, o “Preto no Branco” inclui também nas suas edições entrevistas a figuras públicas que simpaticamente aceitaram falar connosco, tais como Sofia Alves, José Carlos Malato, Zé Pedro (Xutos & Pontapés), José Pedro Gomes, David Fonseca, Pedro Tochas, Nuno Rafael Mota (Humanos), João Ruas (Yellow W Van),  Catarina Jardim (Pimpinha), Luciana Abreu, Rui Unas ou Rui Reininho.

 Refira-se que este jornal é propriedade do Grupo Musical Gesteirense, estando sedeado na freguesia de Gesteira, no concelho de Soure.



publicado por jornalpretonobranco às 13:44
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|

Quinta-feira, 7 de Setembro de 2006
Soure em festa

  Durante uma semana a vila de Soure vai viver uma vez mais a animação das festas de S. Mateus. Este evento anual tem início na quinta-feira, dia 21, feriado municipal e prolonga-se até terça-feira, dia 26.

 Do programa oficial da festa em honra de S. Mateus consta, no primeiro dia, a sessão solene de inauguração da feira e festas com arruada pelo Grupo Musical Gesteirense. Isto às 18h00, ao que se segue a inauguração da exposição “Olhando o mundo” que vai estar patente no museu municipal. Para as 19h30 está marcada a abertura da FATACIS e, por fim, a encerrar o primeiro dia, às 21h00 é o Café à Moda Antiga. O dia seguinte, sexta-feira, fica marcado por muita música: às 21h00 actuam os 5ª Punkada de Coimbra, seguidos pelo Grupo Jazz de Lisboa, Furiosos do Ritmo do Porto e Cao Boys também vindos da cidade dos estudantes. Estes estão integrados no Concerto Rock Saurium, porque depois há a actuação d o Grupo Soão e às 23h30 começa o baile com a Banda Zona.

 Do programa das festas para o  dia 23 constam, logo pela manhã, às 08h30 a abertura da feiras das cebolas e das nozes, depois,  pelas  09h15  o concurso de pesca juvenil e às 10h30 o 1º torneio de xadrez jovem. Ainda no mesmo dia, quando forem 17h30, vai realizar-se uma demonstração de cães de guerra pelas tropas paraquedistas de Tancos. À noite há música. Pelas 21h00 fazem-se ouvir a Banda do Cercal e a Banda de Soure e mais tarde, à meia-noite, está marcado um concerto rock com três bandas: Balbúrdia, Kamassutra e Som da Frente.

 No Domingo, dia 24, há um encontro concelhio de folclore com a presença de todos os grupos do concelho às15h00. Durante a tarde realiza-se, ainda, uma prova de freestyle e kaiake com a colaboração da Federação Portuguesa de Canoagem, e o dia encerra com música. Primeiro, às 20h30, está marcado um concerto pela Filarmónica de Vila Nova de Anços e 15 de Agosto Alfarelense, enquanto que para as 23h30 está marcado  um concerto rock com as bandas Rockluso e Remédio Santo (Lisboa).

 O desporto domina a manhã e início da tarde do dia 25, segunda-feira. Logo pelas 10h00 realiza-se a prova Oitavo Remo Sem Limites e às 15h00 a Meia Milha S. Mateus (prova de atletismo adaptado). À noite, às 22h00 há revista à portuguesa com a peça “ O Zé Bate o Pé” com Luís Aleluia e Maria Tavares, depois, quando forem 00h00 realiza-se um baile com o grupo Thema 1. Para o último dia das festas  está marcada uma missa em honra de S. Mateus (15h00), um pic-nic no largo da capela de S. Mateus às 16h00 e as festividades terminam com um baile, que conta com a presença do grupo Bilt.



publicado por jornalpretonobranco às 17:20
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

Terça-feira, 5 de Setembro de 2006
Destaques da edição de Setembro

Soure 

 - Festejos em honra de S. Mateus decorrem entre os dias 21 e 26 deste mês

 - Família holandesa recuperou Termas da Azenha

 - Entrevista com Fernando Dias, director da Rádio Popular de Soure

 

Condeixa-a-Nova

 - Obras de melhoramento em grande parte do concelho

 

Montemor-o-Velho

 - Cruzeiro do Alhastro com imagem renovada

 

Coimbra

 - Associação promove igualdade de educação

 

 Leia mais na edição impressa do Preto no Branco

Assine o Preto no Branco (apenas 10 euros / ano) 

Contactar: 960 248 984 / 239 507 334       jornalpretonobranco@sapo.pt



publicado por jornalpretonobranco às 19:04
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|

Ainda na edição de Setembro... entrevista com Rui Unas

  Rui Unas dispensa grandes apresentações. É um dos rostos mais conhecidos do grande público, já que se trata de uma figura carismática da televisão, que com grande frequência vemos, ora na SIC Radical, ora na SIC generalista.

 Nasceu a 23 de Fevereiro de 1974 e para além dos vários programas de televisão em que já esteve envolvido, tem também já alguma experiência ao nível do cinema. Foi actor em filmes como, Os Imortais, I’ll See You in my Dreams, Kiss Me, Sorte Nula ou O Crime do Padre Amaro.

 O Preto no Branco foi conhecer este comunicador que se define “perfeccionista e muito autocrítico”, embora reconheça padecer de “alguma preguicite”

 

.Como é que te defines? Quais as tuas maiores virtudes e defeitos?

 Diria que sou perfeccionista e muito autocrítico... E padeço de alguma “preguicite”.

 Em televisão cultivas uma imagem irreverente. E fora dos ecrãs, também és assim ou és mais sossegado?

 Sou mais sossegado. Acho que ninguém teria paciência de aturar por muito tempo o Rui Unas da televisão. Eu próprio não teria paciência.

 És uma pessoa por natureza bem disposta, tal como te vemos na televisão?

 Não. Eu sou até um tipo meio sério às vezes. Tenho “luas”. Mas quando faço televisão há um click e automaticamente ganho uma energia que, creio, vem do sincero prazer que tenho em comunicar através da televisão.

 Apresentador, produtor, autor de programas de televisão e actor... Como é que é o teu dia-a-dia?

 Sem muitos stresses permanentes. Tenho uma boa equipa que me ajuda a fazer o meu trabalho. É tudo uma questão de gestão de tempo.

 O teu percurso na televisão começou em 1995, enquanto colaborador/jornalista do programa cultural “Acontece” na RTP2. Como é que foste parar à televisão e como é que correu essa tua experiência?

 Em 1995 fui convidado pelo Carlos Pinto Coelho para ser colaborador do “Acontece”, mas eu já tinha o projecto do “Alta Voltagem” na manga. Foi um primeiro contacto com a televisão, mas não foi determinante para aquilo que faço hoje, até porque é bem diferente.   Foi uma experiência que serviu acima de tudo para um primeiro contacto com o mundo televisivo.

 Até 1999 continuas-te a apresentar programas na RTP (Alta Voltagem, 3000 Segundos, Sub 26, Palco Expo e Noites de Verão),  depois  mudaste para a SIC. De que forma se deu essa mudança?

 Através do programa “Curto Circuito” que começou na CNL e depois esteve um tempo num canal da TV Cabo. Quando surgiu a SIC Radical o Francisco Penim convidou-me a fazer o “Curto Circuito” logo na estreia do canal e assim se deu a minha associação ao universo SIC.

 O que é que sentes ao ver que o programa que criaste - Curto Circuito - é hoje em dia uma referência na televisão portuguesa?

 Naturalmente muito orgulho. O programa hoje é melhor, mais exigente do que quando eu comecei a apresentá-lo com a Rita Mendes e fico muito feliz por constatar que ele hoje tem um estilo e uma linguagem que continua a ser singular na a nossa televisão.

 Deixas-te a apresentação do “Curto Circuito” para apresentar o “Cabaré da Coxa”. Sentes que com este conseguiste criar um espaço só teu na televisão portuguesa... divertido e completamente maluco?

 O programa surgiu da minha necessidade em fazer algo que fosse o resultado da minha experiência no “Curto Circuito” mas com um cunho mais pessoal. Felizmente existe a SIC Radical que dá espaço para se fazerem programas deste tipo, completamente alternativos. Foi uma experiência feliz, onde tinha carta branca para fazer o que me apetecesse...

 Estavas a fazer o “Cabaré da Coxa” - um programa da SIC Radical destinado a um público específico, num horário tardio - depois passaste a ser apresentador do concurso “Pegar ou Largar”, transmitido em horário nobre da SIC generalista. Essa transição foi difícil? Porquê a mudança da SIC Radical para a SIC generalista?

 Não me foi difícil, na medida em que o que fazia no “Cabaré da Coxa” era uma projecção de um determinado tipo de apresentador para um programa com aquelas características. Fiz o mesmo com o “Pegar ou Largar”. O que quero dizer com isto é que, assim como criei uma personagem para o “Cabaré da Coxa” fia o mesmo com o “Pegar ou Largar”.

 Não houve mudança nenhuma  de canal. Acontece que hoje tenho um contrato assinado com a SIC. Tanto posso fazer coisas ora para a SIC Radical, como para a SIC Mulher ou para a SIC Comédia em simultâneo com a generalista.

 Como é que te sentiste no papel de apresentador do concurso “Pegar ou Largar”? Esperas voltar a repetir uma experiência semelhante, enquanto apresentador de um concurso?

 Ao princípio senti-me um pouco desconfortável, pois estava ausente dos ecrãs há seis meses e este registo era novo para mim. Mas tentei ser coerente com a minha imagem irreverente que as pessoas conheciam, sem cair no exagero que ocorria no “Cabaré da Coxa”.

 Foi uma experiência que capitalizei para projectos futuros, sejam eles concursos ou não.

 “O Novo Programa de Rui Unas”... Com que intenção criaste este programa?

 Voltar a fazer um projecto alternativo, contra-corrente e experimentalista. Uma coisa mais pessoal sem as amarras e limitações que a generalista impõe.

 Há alguma personalidade que tenhas insistentemente tentado levar a um programa teu, mas que nunca tenhas conseguido?

Não. Sendo que hei-de entrevistar o arquitecto Taveira, o Marco Paulo e a Elsa Raposo em simultâneo um dia destes...

 Já tens novos projectos na manga  para apresentar no futuro próximo? Vais continuar ligado à SIC?

 Vou continuar ligado à SIC. Provavelmente mais na área da ficção com a série “7 Vidas”. Não sei se haverá espaço na SIC generalista para programas de entretenimento mas pelo menos na SIC Radical conto ter oportunidade de fazer “cenas” mais à frente.



publicado por jornalpretonobranco às 18:56
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|

Agosto 2006 - Entrevista com Rui Reininho

Tudo começou em 1981, com o carismático single “Portugal na CEE” - estamos a referir-nos ao início dos GNR. Nessa altura Rui Reininho ainda não integrava a banda que está, agora, a comemorar 25 anos de actividade.

 Apesar de não ter sido fundador do Grupo Novo Rock, mais conhecido por GNR, o vocalista do grupo é a primeira pessoa que todos associam à banda do Porto. Rui Reininho, juntou-se aos GNR a tempo de participar no primeiro álbum “Independança”, editado em 1982. Mais tarde editaram “Efeitos Especiais” e Os Homens Não se Querem Bonitos”, em 1984 e 1985. Por essa altura o single “Dunas” era uma das canções mais passadas nas rádios portuguesas.

 A meio da década de oitenta do século XX, os GNR eram uma das bandas com um público mais fiel. Em 1986 já esgotavam a Aula Magna em Lisboa, e alguns anos mais tarde, em 1992 enchem o Estádio José de Alvalade com 40 mil admiradores num concerto inédito. Um êxito que se viria a repetir um ano depois, agora no Estádio das Antas.

 Assim, ao longo deste quarto de século de actividade muita coisa aconteceu: mais de uma dezena de discos originais, algumas antologias, coliseus e estádios cheios e muitos espectáculos. Para assinalar a efeméride o Governo condecorou os membros da banda (Reininho, Tóli e Romão) com a medalha de mérito cultural.

 No vigésimo quinto aniversário de carreira a banda de Rui Reininho lança” ContinuAcção”, um duplo CD que revisita temas antigos, algumas raridades, os chamados lados B e músicas que nunca chegaram à era do compact disc e que só se encontram em vinil.

 O Preto no Branco não quis deixar de felicitar a banda e esteva à conversa com Rui Reininho.

  Como é que surgiram os GNR, e como e quando é que se deu a sua entrada na banda?

 Os GNR tocavam e eu fui lá pedir pilhas emprestadas.

 O Rui Reininho é um dos nomes mais conhecidos do mundo musical português. Como é que lida com a fama?

 Mais ou menos.

 Como é que (os elementos da banda) encararam a condecoração com a medalha de mérito cultural, por parte do Governo?

 Acham mesmo que nós ligamos a medalhas? Nem sei da minha...

 Para além da edição do duplo CD “ContinuAcção”, como é que os GNR têm comemorado os seus 25 anos de carreira?

 Concertos e mais concertos.

 Quais foram os momentos menos bons da banda, ao longo deste quarto século de existência?

 Acordar e ter ainda centenas de quilómetros para fazer, a luz falhar ou estar com tosse...

 Foram (e continuam a ser) a única banda portuguesa a actuar a solo num estádio de futebol (Alvalade e Antas). Que memórias guarda desses dois concertos?

 Isso mesmo memórias. Os dólares já lá vão...

 Porque razão é que os GNR actuam cada vez menos ao vivo?

 Porque assim é melhor. 19 vezes em Coimbra... complicado, não?

 Como é que vê o panorama musical português actualmente? Há alguma banda nacional que o entusiasme?

 Hoje, Expensive Soul. Ontem The Gift. Amanhã...

 Do seu currículo constam algumas como actor em alguns filmes. Qual é a sua ligação com o cinema / representação?

 Bom, sou (de)formado em cinema.

 Se não fosse músico que profissão gostaria de exercer?

 Padre ou vilão.

 O Rui Reininho é um símbolo da cidade invicta. O Porto é a sua cidade de eleição, ou há outra da qual goste mais? 

 Qualquer ponto do planeta, depois de um show, na hora da despedida.

 Como é que passa os seus tempos livres?

  A responder a entrevistas...

 Para quando um novo disco de originais?

 Em breve saberemos.



publicado por jornalpretonobranco às 18:10
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|

Julho 2006 - Entrevista com Luciana Abreu

Actualmente a fazer o papel de Flor na telenovela Floribella, exibida na SIC, Luciana Abreu é uma actriz e cantora que nasceu no Porto, a 25 de Maio de 1985.

 Muito antes de se tornar a protagonista nesta telenovela, Luciana trabalhou como empregada de balcão numa loja de roupa e foi também empregada de mesa. Depois seguiu-se a participação no programa “Ídolos”, onde ganhou a alcunha de Borboleta, e em algumas peças de teatro. No ano de 2005, juntamente com Rui Drummond representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção em Kiev, na Ucrânia, com a canção “Amar”. Recorde-se que esta não foi uma participação brilhante, mas ainda assim foi bastante talentosa.

 “Tudo, em cada episódio, gira em torno de Flor. É verdadeiramente ela a história”, comentou a directora de ficção da SIC, Teresa Guilherme, em relação a esta primeira telenovela da nova era da estação de Carnaxide.

 Neste momento a telenovela Floribella é o produto mais forte da SIC, tanto no que diz respeito aos níveis de audiência, como em popularidade.

Qual é a tua idade?

 Tenho 21 anos.

 Onde é que nasceste?

 Nasci no Porto.

 Como é que surgiu a oportunidade de integrar o elenco de Floribella?

 Fiz um casting.

 A Floribella que se vê na novela tem muito de Luciana Abreu na vida real? Em que aspectos?

 Na força de lutar por aquilo que quer.

 Como é que lidas com o mediatismo?

 Lido bem.

 Tem saído em algumas revistas, algumas notícias relacionadas com a tua vida privada. Isso incomoda-te?

 Incomoda-me o facto de poderem não ser verdade.

 A música continua a ser a tua grande paixão?

 A música também é uma grande paixão...

 A representação é uma coisa que queres fazer para o resto da vida, ou tens outros projectos em mente?

  Sim, sem dúvida quero continuar a representar.

 Jogaste futsal no Sporting Coimbrões. Tinhas tanto jeito para o desporto, com já demonstras-te ter para a música e para a representação?

 Sempre fui uma atleta esforçada…

 De que forma é que aproveitas o pouco tempo que tens livre?

 Aproveito para descansar e estar com os amigos e a família.



publicado por jornalpretonobranco às 18:07
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|

Junho 2006 - Entrevista com Pimpinha Jardim

Qual é a sua idade?

Tenho 21 anos. Nasci no dia dois de Junho de 1984.

 Onde é que nasceu?

 No Porto, nos Hospital da Trindade.

 As pessoas conhecem-na mais pelo nome de Pimpinha, do que propriamente pelo seu verdadeiro nome, que é Catarina. Como é que preferem que a tratem?

 Pimpinha é um nome que a minha família me pôs quando eu era pequenina, mas que a imprensa acabou por pegar. Com 21 anos prefiro ser tratada por Catarina, que é o meu verdadeiro nome.

 A sua mãe sempre foi alvo de um grande assédio mediático. Alguma vez isso a incomodou a si?

 A exposição mediática da minha mãe nunca me incomodou. Aprendi a crescer com isso. O que me chateia muitas vezes são as notícias falsas que publicam, as mentiras que a imprensa cria à volta de alguns assuntos e, quando não percebem o limite das coisas e invadem a nossa privacidade, isso não só me incomoda, mas deixa-me triste ver que há pessoas que não têm educação e são ressabiadas por nós termos uma vida tão boa e sermos muito felizes.

 Agora, também a Catarina é um dos alvos preferidos das revistas “cor-de-rosa”. Como é que lida com essa situação?

 Eu sei viver bem com a minha exposição mediática, e como já referi anteriormente, aprendi a crescer com ela. Mas realmente incomodam-me as mentiras que são constantemente publicadas por algumas revistas, nesta altura mais especificamente com a “Nova Gente”, que todas as semanas publica mentiras a meu respeito, não sei com que objectivo, mas provavelmente porque lhes metemos um processo em cima, mais uma vez por terem publicado mentiras. Não percebo qual é a ideia de induzirem em erro os seus leitores, acho que é uma falta de respeito, não só comigo, mas também para quem compra a revista.

 Alguma vez passou por alguma situação embaraçosa, que tenho sido prontamente captado por fotógrafos?

 Eu sou uma pessoa muito tranquila, e faço tudo aquilo que quero, exactamente igual ao que os meus amigos fazem. Simplesmente a imprensa interessa-se pelos meus assuntos em particular. Tudo o que foi publicado até hoje nunca me deixou embaraçada, porque foi tudo próprio da minha idade.

 Como é que é a sua relação com a sua mãe? Parece haver uma grande cumplicidade entre as duas...

 Temos uma relação muito boa. Além de ser a minha mãe, muitas vezes é como se fosse minha irmã, a minha melhor amiga, a minha confidente e acima de tudo, é sempre a pessoa que está lá quando eu preciso. Temos uma grande cumplicidade as duas, apoia-me sempre em tudo e eu tenho muito orgulho em ter a mãe que tenho, como ela se orgulha de mim e da minha irmã mais nova.

 A sessão fotográfica para a revista “GQ”, que resultou num conjunto de fotografias em que aparece em poses sensuais com a sua mãe, foi mais de encontro a um desejo seu ou da Cinha Jardim?

 A sessão fotográfica não foi propriamente um desejo, foi um trabalho que fizemos em conjunto e que resultou muito bem, exactamente como tínhamos previsto. Aceitámos fazer este trabalho porque, acima de tudo, foi a primeira vez que se fez um trabalho do género em Portugal, com mãe e filha. Para além disso a “GQ” é uma revista de grande qualidade.

  Lá fora já se fizeram vários trabalhos deste género, e acho que Portugal também tem de evoluir a nível de mentalidade e passar a aceitar melhor as opções dos outros em vez de criticá-las”.

 Ficou agradada com o resultado final dessa sessão fotográfica?

 Fiquei muito contente. A produção estava fantástica e as fotografias ficaram muito bonitas e com muito glamour.

 Sente-se confortável à frente das câmaras fotográficas?

 Eu aprendi a crescer neste mundo e a nível de moda já faço catálogos desde pequenina, por isso tanto as câmaras fotográficas como as de filmagem sempre me foram muito familiares, nunca me fizeram confusão.

 Já passou pela televisão (integrou a equipa do programa Éxtase da Sic) e  assinou uma crónica semanal no jornal “Independente”. Qual destas experiências lhe agradou mais?

 A crónica no “Independente” já acabou porque a revista onde a crónica se integrava acabou, mas adorei tanto um experiência como a outra. Foram trabalhos completamente distintos e com uma dedicação e nível de aprendizagem diferentes. Comecei a trabalhar no programa Êxtase com 18 anos e aprendi muita coisa a nível televisivo, desde as coisas mais básicas até às coisas mais complexas, tive várias experiências neste programa. Conheci muita gente, diverti-me muito e deu-me outro tipo de exposição. Comecei a ser reconhecida pelo meu trabalho e não por ser apenas filha de quem sou.

 A crónica no “Independente” também foi uma experiência diferente e enriquecedora que eu gostei muito.

 Neste momento frequenta o curso de Comunicação Social. Quando é que surgiu o gosto pela área do jornalismo?

 Quando era pequenina queria ser economista, mas com o passar do tempo achei que era capaz de ser uma profissão um bocado chata para mim, que não me imagino um dia inteiro fechada num escritório.

 O gosto pelo jornalismo veio porque adoro investigação, comunicação e televisão. O jornalismo que eu quero fazer será de investigação, de televisão ou as duas juntas. Sem desrespeitar o trabalho dos outros não me imagino de todo a trabalhar numa revista “cor-de-rosa”. Eu conheço bem o ramo, mas acho que é um tipo de jornalismo que não encaixa muito bem comigo.

 O que é que gosta de fazer nos tempos livres?

 Eu gosto de fazer muita coisa. Adoro viver e apreciar aquilo que a vida tem para nos dar. Este ano já estive um mês no Brasil, já fui à neve - adoro fazer snowboard - e agora vou um mês para a Austrália. Gosto de jogar ténis, de ler bons livros, ouvir boas músicas, ir ao cinema, ver séries - estou viciada agora no “24 Hours”, já vi todos os episódios de “Friends” do “Sex and the City” - e  sair à noite com os meus amigos... acho que seria mais fácil responder o que é que eu não gosto de fazer.



publicado por jornalpretonobranco às 17:27
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|

Maio 2006 - Entrevista com José Carlos Malato

José Carlos Malato é realizador de rádio, apresentador de televisão e professor universitário. Nasceu a três de Julho de 1966 em Monforte no Alentejo. 

 Actualmente apresenta todos os dias, na RTP, o programa “Portugal no Coração” e o concurso “A Herança”.

 

 

 Quando é que começou a sua carreira na área da comunicação?

 Tinha 19 anos.

 Como foi o seu percurso profissional até chegar à televisão?

 Rádio A Tires Miramar, Oeiras, Rádio Comercial da Linha, Rádio Renascença (RR), RFM e SIC - logo no arranque.

 O que é que o levou a escolher esta área profissional?

 Puro acaso. Comecei, tomei-lhe o gosto e deixei o Hospital de S. José onde trabalhava.

 Passou da rádio para a televisão. Como é que foi de início, sempre se sentiu à vontade em frente às câmaras de televisão?

 Primeiro fui voz off e copywriter na SIC, fazia promoções. Depois fui convidado para ir para a RTP como redactor principal do departamento de auto promoção e só há quatro anos atrás o “Top +” e o “Portugal no Coração”.

 A projecção mediática que a televisão lhe deu incomoda-o?

 Sim, mas já sabia que estava incluída no pacote. Afinal já tenho 42 anos e tenho uma outra perspectiva da vida.

 A sua preferência, enquanto profissional, recai na rádio ou na televisão?

 Televisão, porque é mais completa em termos de comunicação.

 Qual é a sua opinião em relação à televisão que se faz em Portugal?

 Os fenómenos televisivos apresentam-se em vagas e seguem modelos internacionais. É  a globalização. A televisão que temos está intimamente relacionada com o mundo que temos.

 Onde é que se sente mais confortável, a apresentar o programa “Portugal no Coração” ou concursos?

  Nos dois, apesar de preferir o modelo de comunicação do “Portugal no Coração”.

 Durante cerca de dois anos apresentou o concurso “Um Contra Todos”, agora apresenta “A Herança”. Sente que neste momento é um dos apresentadores mais apreciados da televisão portuguesa?

 As pessoas gostam de mim e do meu trabalho e tenho tido bons resultados. Isso não quer dizer que sou dos mais apreciados. Sou apreciado.

 A sua boa disposição vem de alguma forma das suas origens alentejanas?

 Acho que sim. Da genética e também por ter consciência que sou um sortudo.

 E é sempre assim bem disposto, mesmo fora da rádio e dos ecrãs de televisão?

 Tenho os meus dias de melancolia, mas... normalmente sim.

 Quais são os seus passatempos?

 Pintar, apesar de ter pouco tempo.

 Para além de todos aqueles projectos em que actualmente está envolvido, há alguma coisa que ainda não tenha feito, mas tem grande vontade de fazer?

 Não. Eu deixo que as coisas venham ter comigo. Tem sido sempre assim. Nunca coloco as minhas metas para além do que a minha vista alcança.

 Em relação à casa onde trabalha (RTP), sente-se bem aí, ou se eventualmente surgir o convite de outra estação irá ponderar uma mudança?

 Adoro trabalhar na RTP, mas a vida tem-me ensinado a nunca dizer nunca.  



publicado por jornalpretonobranco às 17:18
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|

Abril 2006 - Entrevista com Zé Pedro, gitarrista dos Xutos & Pontapés

Baseado na discografia dos Xutos & Pontapés, que comemoram 27 anos de carreira, o espectáculo “Sexta-Feira 13”, encenado por António Feio, estreou no início do mês de Março em Lisboa.

 Em declarações ao Preto no Branco, Zé Pedro revelou ter ficado sensibilizado com a utilização das músicas da banda neste espectáculo.

 

 Em que é que pensaram na primeira vez que viram o espectáculo “Sexta-feira 13”?

 Ficámos muito orgulhosos pela qualidade do espectáculo, o empenho dos actores, pela banda e por todo o pessoal que idealizou e preparou o musical.

 Qual é que foi o contributo da banda na concepção do espectáculo?

 Fizemos um tema especial para o musical “Sexta-feira 13”.

 Vocês revêem-se nesta peça?

 A história que o Eduardo Madeira escreveu não é a dos Xutos, mas como pessoas revemo-nos em algumas das situações descritas na peça.

 Esta foi a melhor homenagem que já fizeram aos Xutos & Pontapés?

 Várias, felizmente, têm sido feitas aos Xutos. A utilização das nossas músicas num espectáculo como este deixa-nos sensibilizados.

 Estão este ano a comemorar 27 anos de carreira. Sentem-se motivados para continuar muitos mais anos?

 Sentimo-nos bem, e não há nada que nos impeça de continuar.

 Alguma vez pensaram que a banda pudesse estar no topo durante tantos anos?

 É impossível pensar em quantos anos uma banda vai aguentar, e com os Xutos também existiu essa incógnita.

 No panorama musical, a nível nacional, vês alguma banda que possa vir a herdar o “trono” dos Xutos & Pontapés?

 Felizmente as bandas em Portugal têm muita qualidade, e muitas delas já têm vários anos. Penso que os Da Weasel estão num bom ascendente de carreira.

 Como é o Zé Pedro fora dos palcos?

 Sou um tipo simpático...

 De que forma é que passas o tempo, quando não estás a tocar?

 Sou DJ, portanto ouço muita música. Vejo muitos filmes, namoro, saio com os amigos, estou com a família, vou a muitos concertos... divirto-me muito.

 Na agenda de concertos da banda para este ano já estão marcados alguns concertos para o distrito de Coimbra?

 Vamos estar na Queima das Fitas de Coimbra, mas ainda não sabemos o dia.

 Vocês têm actuado com regularidade na Queima das Fitas de Coimbra. Sentem-se bem nesta cidade?

 Muito bem. O meu clube é a Académica. Tenho família em Coimbra e bastantes amigos.

 Durante este ano podemos esperar alguma surpresa por parte dos Xutos & Pontapés?

 Nunca se sabe...      



publicado por jornalpretonobranco às 17:07
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Setembro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


posts recentes

Droga - Grande Tráfico

“É preciso rapidamente ap...

Soure sem casos de corrup...

Autarquia de Soure está e...

10 anos de rock

Destaques da edição de Ou...

Entrevista com Manuel Luí...

Preto no Branco - Um jorn...

Soure em festa

Destaques da edição de Se...

arquivos

Setembro 2007

Julho 2007

Maio 2007

Outubro 2006

Setembro 2006

Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds