Terça-feira, 5 de Setembro de 2006
Ainda na edição de Setembro... entrevista com Rui Unas

  Rui Unas dispensa grandes apresentações. É um dos rostos mais conhecidos do grande público, já que se trata de uma figura carismática da televisão, que com grande frequência vemos, ora na SIC Radical, ora na SIC generalista.

 Nasceu a 23 de Fevereiro de 1974 e para além dos vários programas de televisão em que já esteve envolvido, tem também já alguma experiência ao nível do cinema. Foi actor em filmes como, Os Imortais, I’ll See You in my Dreams, Kiss Me, Sorte Nula ou O Crime do Padre Amaro.

 O Preto no Branco foi conhecer este comunicador que se define “perfeccionista e muito autocrítico”, embora reconheça padecer de “alguma preguicite”

 

.Como é que te defines? Quais as tuas maiores virtudes e defeitos?

 Diria que sou perfeccionista e muito autocrítico... E padeço de alguma “preguicite”.

 Em televisão cultivas uma imagem irreverente. E fora dos ecrãs, também és assim ou és mais sossegado?

 Sou mais sossegado. Acho que ninguém teria paciência de aturar por muito tempo o Rui Unas da televisão. Eu próprio não teria paciência.

 És uma pessoa por natureza bem disposta, tal como te vemos na televisão?

 Não. Eu sou até um tipo meio sério às vezes. Tenho “luas”. Mas quando faço televisão há um click e automaticamente ganho uma energia que, creio, vem do sincero prazer que tenho em comunicar através da televisão.

 Apresentador, produtor, autor de programas de televisão e actor... Como é que é o teu dia-a-dia?

 Sem muitos stresses permanentes. Tenho uma boa equipa que me ajuda a fazer o meu trabalho. É tudo uma questão de gestão de tempo.

 O teu percurso na televisão começou em 1995, enquanto colaborador/jornalista do programa cultural “Acontece” na RTP2. Como é que foste parar à televisão e como é que correu essa tua experiência?

 Em 1995 fui convidado pelo Carlos Pinto Coelho para ser colaborador do “Acontece”, mas eu já tinha o projecto do “Alta Voltagem” na manga. Foi um primeiro contacto com a televisão, mas não foi determinante para aquilo que faço hoje, até porque é bem diferente.   Foi uma experiência que serviu acima de tudo para um primeiro contacto com o mundo televisivo.

 Até 1999 continuas-te a apresentar programas na RTP (Alta Voltagem, 3000 Segundos, Sub 26, Palco Expo e Noites de Verão),  depois  mudaste para a SIC. De que forma se deu essa mudança?

 Através do programa “Curto Circuito” que começou na CNL e depois esteve um tempo num canal da TV Cabo. Quando surgiu a SIC Radical o Francisco Penim convidou-me a fazer o “Curto Circuito” logo na estreia do canal e assim se deu a minha associação ao universo SIC.

 O que é que sentes ao ver que o programa que criaste - Curto Circuito - é hoje em dia uma referência na televisão portuguesa?

 Naturalmente muito orgulho. O programa hoje é melhor, mais exigente do que quando eu comecei a apresentá-lo com a Rita Mendes e fico muito feliz por constatar que ele hoje tem um estilo e uma linguagem que continua a ser singular na a nossa televisão.

 Deixas-te a apresentação do “Curto Circuito” para apresentar o “Cabaré da Coxa”. Sentes que com este conseguiste criar um espaço só teu na televisão portuguesa... divertido e completamente maluco?

 O programa surgiu da minha necessidade em fazer algo que fosse o resultado da minha experiência no “Curto Circuito” mas com um cunho mais pessoal. Felizmente existe a SIC Radical que dá espaço para se fazerem programas deste tipo, completamente alternativos. Foi uma experiência feliz, onde tinha carta branca para fazer o que me apetecesse...

 Estavas a fazer o “Cabaré da Coxa” - um programa da SIC Radical destinado a um público específico, num horário tardio - depois passaste a ser apresentador do concurso “Pegar ou Largar”, transmitido em horário nobre da SIC generalista. Essa transição foi difícil? Porquê a mudança da SIC Radical para a SIC generalista?

 Não me foi difícil, na medida em que o que fazia no “Cabaré da Coxa” era uma projecção de um determinado tipo de apresentador para um programa com aquelas características. Fiz o mesmo com o “Pegar ou Largar”. O que quero dizer com isto é que, assim como criei uma personagem para o “Cabaré da Coxa” fia o mesmo com o “Pegar ou Largar”.

 Não houve mudança nenhuma  de canal. Acontece que hoje tenho um contrato assinado com a SIC. Tanto posso fazer coisas ora para a SIC Radical, como para a SIC Mulher ou para a SIC Comédia em simultâneo com a generalista.

 Como é que te sentiste no papel de apresentador do concurso “Pegar ou Largar”? Esperas voltar a repetir uma experiência semelhante, enquanto apresentador de um concurso?

 Ao princípio senti-me um pouco desconfortável, pois estava ausente dos ecrãs há seis meses e este registo era novo para mim. Mas tentei ser coerente com a minha imagem irreverente que as pessoas conheciam, sem cair no exagero que ocorria no “Cabaré da Coxa”.

 Foi uma experiência que capitalizei para projectos futuros, sejam eles concursos ou não.

 “O Novo Programa de Rui Unas”... Com que intenção criaste este programa?

 Voltar a fazer um projecto alternativo, contra-corrente e experimentalista. Uma coisa mais pessoal sem as amarras e limitações que a generalista impõe.

 Há alguma personalidade que tenhas insistentemente tentado levar a um programa teu, mas que nunca tenhas conseguido?

Não. Sendo que hei-de entrevistar o arquitecto Taveira, o Marco Paulo e a Elsa Raposo em simultâneo um dia destes...

 Já tens novos projectos na manga  para apresentar no futuro próximo? Vais continuar ligado à SIC?

 Vou continuar ligado à SIC. Provavelmente mais na área da ficção com a série “7 Vidas”. Não sei se haverá espaço na SIC generalista para programas de entretenimento mas pelo menos na SIC Radical conto ter oportunidade de fazer “cenas” mais à frente.



publicado por jornalpretonobranco às 18:56
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3 comentários:
De Anónimo a 5 de Setembro de 2006 às 23:26
GANDA maluco o Unas. E grande entrevista. Parabéns ai Preto no Branco.


De jornalpretonobranco a 6 de Setembro de 2006 às 01:47
El Unas... no seu melhor!
Felizmente ainda existem pessoas que sabem responder a entrevistas!... o Unas é um deles!


De jornalpretonobranco1 a 28 de Setembro de 2006 às 01:30
Podes crer...


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