Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006
Entrevista com Manuel Luís Goucha (edição de Outubro)

Como é que se caracteriza o Manuel Luís Goucha? Que virtudes e que defeitos?

 No trabalho procuro ser, acima de tudo um bom profissional.

 Talvez que a teimosia seja a minha maior qualidade, porque a entendo como braço armado da preserverança. Mal aplicada poder-se-á transformar num defeito. Mas estou atento.

 O apresentador que vemos na televisão é muito extrovertido. E fora dos ecrãs é igual? É sempre assim tão divertido e extrovertido?

 Fora dos ecrãs serei, talvez, mais tranquilo e reservado. Gosto desse outro lado, que é quando me encontro com os livros, com a música, com os sonhos...

 Após tantos anos a aparecer de forma ininterrupta, todas as manhãs na televisão, ainda sente o mesmo entusiasmo do início?

 Mes esse é o segredo para tanto tempo de programas de manhã. Manter o empenho e entusiasmo como se fosse sempre o primeiro programa!

 Como é que se prepara antes do começo de cada programa diário “Você na TV”?

 A preparação é feita na véspera em casa, lendo a documentação recolhida pela produção, consultando o meu próprio centro de documentação, a Internet ou a minha biblioteca.

 Tem de conciliar o trabalho de apresentador com a gestão dos seus restaurantes. Isso é fácil ou é uma dor de cabeça para si?

 Tenho quem cuide da gestão dos restaurantes (um outro sócio). Agora tenho é de conciliar o trabalho de apresentador com a feitura dos doces para os restaurantes. E isso é fácil com uma planificação criteriosa do tempo. Sou irritantemente organizado.

 Como é que é o seu dia-a-dia? Passa o dia a correr de um lado para o outro?

 Acordo às seis e saio de casa às sete. Às oito há uma reunião de trabalho com a equipa do programa, para avaliarmos alguma dificuldade que possa existir no alinhamento do programa. Este começa por volta das 10 horas e vai até às 13, hora a que temos outra reunião para se fazer o balanço do programa e falarmos do dia seguinte. Às 14 horas saio da TVI e regresso a casa. Os doces vão-me ocupar cerca de duas horas e outro tanto, pelo menos, fica por conta da preparação do programa. Ainda consigo tirar uma meia hora para brincar no jardim com os meus cães. Resta algum tempo para ler e ver algo na televisão, porque não um DVD? Às 22 horas estou a dormir.

 Para além dos doces, confecciona outro tipo de pratos para os seus restaurantes?

 Faço apenas doces, que foi a minha área, para os restaurantes. E continuo a ter o enorme prazer de criar ou recriar doces. Aliás, em breve, voltarei aos livros de receitas, com um conjunto de doces.

 Qual é a região portuguesa que tem a gastronomia da sua preferência?

 O Alentejo.

 Por algum motivo especial?

 Por ter uma cozinha imaginosa e perfumada através do sábio uso do que a terra dá.

 Qual é para si a ementa ideal?

 A ementa ideal é aquela que é pensada com ternura e autenticidade. É como a vida!

 Afirmou há algum tempo atrás, numa entrevista, que pretende enveredar por uma carreira política. Mantêm essa pretensão? Quando e como é que pensa envolver-se na política?

 O ideal seria daqui a sete anos. Para já há outros projectos: abrir um grande restaurante em S. Pedro de Sintra em finais de Novembro. Este sim é o meu grande investimento. Comprámos um edifício que foi deitado a baixo, apenas se conservaram as fachadas, dado que se trata de um edifício patrimoniado. No andar de cima vou inaugurar um bar com música ao vivo. No mesmo largo de São Pedro de Sintra, vou também abrir uma mercearia gourmet.

 Gostaria de dentro de dois anos me dedicar ainda mais a estes negócios. Vou voltar aos livros de receitas, tal como lhe disse, quero também ter uma revista mensal de culinária. E ainda há mais projectos. Ser presidente de câmara seria um desafio muito interessante e que encaro com seriedade para um futuro a médio ou a longo prazo. Para mim seria tentar pôr na prática aquilo que defendo para uma comunidade moderna, atenta e solidária. A ver vamos.

 A Câmara Municipal de Sintra continua a ser o seu objectivo? Porquê esta autarquia?

 É no concelho de Sintra que vivo. Um concelho rico em história e tradições, sem esquecer o património social. As pessoas que fazem e vivem o concelho. De entre elas, crianças e velhos (gosto da palavra por encerrar sabedoria) que há que apoiar e estimar. São os mais desprotegidos em todo o país.



publicado por jornalpretonobranco às 17:24
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